A Porta-Bandeira

Blog da Primeira porta-bandeira da Inocentes de Belford Roxo, Lucinha Nobre.

Thursday, May 19, 2005


Meu Mestre-sala Ubirajara e eu.

Eu conheço o Bira desde nossos tempos de escola de samba mirim. Ele, Mangueira do Amanhã, eu Alegria da Passarela. Chegou a ser segundo MS da escola mãe. Depois disso dançou em escolas do grupo B e no Acesso, onde teve participação reconhecida e premiada com o troféu S@mba-net em 1999 por seu desfile na Império da Tijuca. Bira também sempre foi ritmista, e dos bons. Na Unidos da Tijuca, ele era o primeiro repique de bossa, que é aquele cara que fica tocando sozinho antes da bateria entrar. Mestre-sala nato e atento, sempre tinha um comentário pertinente, fosse ele um elogio ou uma crítica. Seu avô, Maçu, foi um lendário MS de Mangueira, cantado em verso e prosa, "... brigão e arruaceiro, era o grande destaque do bloco do Arengueiros..." ! Com apenas 5 meses para a preparação e sem nunca termos dançado juntos antes, tivemos uma rotina dura de 5 ensaios semanais numa sala alugada, fora os ensaios técnicos de rua, na quadra e na avenida. Além de aulas de Ballet e Yoga, Bira contou ainda com a orientação luxuosa do grande MS Peninha, em ensaios complementares realizados de madrugada na Sapucaí.

2 Comments:

  • At 11:25 AM, Blogger Mphaez said…

    LUNOBRE
    Parabéns pelo blog, está lindo.
    Quanto ao seu mestre-sala acho ele tudo de bom,amigo,companheiro,honesto e super talentoso.
    Você é nobre em todos os sentidos.
    Beijos
    Mariana Phaez
    Vou mandar umas fotos .

     
  • At 7:33 PM, Blogger ghostbuster said…

    Lucinha,
    Já lhe falei que a Deusa Parwati, a esposa de Shiva, criou o alfabeto dançando... Dançar e escrever são duas coisas que tem muito a ver, e você é uma boa prova disto...
    Para escrever é preciso uma ponta, a ponta da flecha de Shiva... No seu caso a flecha está sempre voando, não fosse vc sagitariana...
    Assim é o mundo: simples, fácil de compreender para quem tem abertos os olhos do espírito. Bonito, transborda Poesia em cada fim de tarde, em cada chegada, em cada sorriso no rosto dos nossos filhos. Em cada recusa também há poesia: a poesia do nordestino que ainda vive dentro de você e que suporta as agruras apoiado na esperança. Não vou falar muito para nao ser chato, mas acho que você sabe que sempre poderá contar com o seu primeiro apoio.
    Jaya+om+

     

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